Avançar para o conteúdo principal

Testosterona pode reduzir riscos de câncer de mama

Freepik


Estudo desenvolvido com mulheres dos Estados Unidos identificou que mulheres que faziam uso do hormônio tiveram menos incidências de câncer de mama

Ficar exposto a hormônios, especificamente o estrogênio, pode aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Por outro lado, os hormônios também podem reduzir as chances da doença. Ao menos é que aponta uma pesquisa realizada pela University Boonshoft de Medicina, em Dayton, nos Estados Unidos.
O estudo acompanhou mais de mil mulheres por 10 anos em suas rotinas cotidianas. Os dados coletados constataram uma surpresa para a comunidade médica. Isso porque as individuas que faziam o uso da testosterona não desenvolveram o câncer de mama, o que fez os pesquisadores acreditarem que este hormônio possa diminuir as chances de acometimento da doença.
Mas qual a relação direta entre hormônios e o câncer de mama? A médica pós-graduada em endocrinologia, com curso de endocrinologia avançada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Dra. Sarina Occhipinti, explica que ao longo da vida as mulheres são expostas aos hormônios que elas mesmas fabricam e muitas aumentam essa exposição, usando hormônios de forma artificial e desnecessária.
“Da sua primeira menstruação até o início da menopausa, o estrogênio e a progesterona estimulam as células mamárias normais. Quando uma mulher decide por métodos contraceptivos hormonais, ela aumenta essa exposição e o risco para câncer de mama também eleva. Ao chegar na menopausa, ela pode fazer uso de hormônios para reposição de estrogênio e progesterona, isso pode protegê-la de risco de osteoporose, atrofia vaginal, doenças do coração e até Alzheimer. Porém, se ela demora para fazer isso, o uso tardio desses hormônios pode também aumentar seus riscos de câncer mamário”, contextualiza a especialista.
E aí que entra o papel da testosterona, conforme Dra. Sarina. “Pesquisas mostram que a testosterona pode ser uma alternativa segura para mulheres com risco da doença. Alguns estudos têm demonstrado que a reposição de testosterona para mulheres que não podem usar estrogênio, pode ser uma saída para protegê-las. A testosterona pode diminuir os sintomas causados pela menopausa, proteger os ossos e ainda pode ajudar no desejo sexual”, explica a médica.
Hoje, o câncer de mama é o mais comum entre pacientes femininas. Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) foram identificados 66.280 casos desta anomalia apenas em 2020, o que representa 29,7% dos diagnósticos de câncer no Brasil. Em segundo aparece o câncer de cólon e reto, com 20.470 ocorrências ou 9,2% dos casos.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O projeto de reforma do Código Civil brasileiro: devagar com o andor…

  O autor é Leonardo de Campos Melo, advogado especialista em contencioso judicial e administrativo estratégico e em arbitragem, e Sócio-fundador do escritório LDCM Advogados -   leonardo@ldcm.com.br O Projeto de Lei 4/2025, em tramitação no Senado desde 31 de janeiro de 2025, propõe uma ampla reforma do Código Civil de 2002. De autoria do Senador Rodrigo Pacheco, com base em anteprojeto elaborado por Comissão de Juristas presidida pelo Ministro Luis Felipe Salomão (STJ), o PL modifica ou revoga 897 dos 2.063 artigos atuais e inclui cerca de 300 novos dispositivos, o que, para muitos, equivale à criação de um novo Código.  O PL aparenta contar com amplo apoio político e institucional e a tendência é que avance no processo legislativo. Tenho dito, e reforço, que um projeto de lei é uma obra humana, imperfeita por natureza. É mesmo esperado, portanto, que o PL 4/2025, com tantas e relevantíssimas alterações, necessite de ajustes e aperfeiçoamento. Por essa razão, das crític...

Estudo mostra que homens e mulheres estão igualmente propensos a riscos cardíacos

freepik Historicamente, os riscos de doenças cardiovasculares em homens sempre chamou mais a atenção da comunidade científica internacional do que a incidência nas mulheres. Isso porque a taxa de mortalidade cardiovascular era maior no sexo masculino, o que, inclusive, ajudava a explicar a costumeira expectativa de vida maior das mulheres em relação aos homens. Em 2020, segundo o IBGE, a média de vida deles era de 73,3 anos de idade, enquanto a das mulheres chegava a 80,3. Os especialistas atribuem essa diferença à maior propensão masculina de assumir hábitos de consumo de álcool e fumo, além de atividades profissionais mais estessantes. No entanto, o cenário em todo o mundo vem se modificando e aproximando os costumes e também os problemas. Prova disso é que os riscos de doenças cardíacas vêm diminuindo gradativamente entre ambos os sexos, fruto das medidas preventivas e avanço do conhecimento fisiopatológico das patologias cardiovasculares. O estudo mais recente que comprova essa rea...

Qualidade de vida passa pela atenção com a saúde do sono

  Crédito: Freepik É comum as pessoas preocupadas com a saúde associarem a qualidade de vida quase que estritamente à prática de atividades físicas regulares, a uma alimentação balanceada, aos   check-ups   médicos periódicos e às restrições ao consumo de bebidas alcoólicas, fumo e drogas. Mas há um período do dia ao qual nem todo mundo dá tanta atenção: ao momento do sono. No Brasil, a atenção deveria ser redobrada. Segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a população de pessoas que sofrem com algum distúrbio do sono alcança 72% dos brasileiros. “A sensação é de que a sociedade não se preocupa tanto com a qualidade do sono como poderia. Há casos de pessoas que sofrem de insônia ou de apneia há anos ou até mesmo décadas, e que nunca se preocupou em procurar um médico especializado em distúrbios do sono”, revela Dr. Celso di Lascio, médico do plano de saúde You Saúde. Ele explica que o processo de repouso ocorre em quatro etapas. Quando o indivíduo consegue at...