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Dengue: bebês e crianças estão mais suscetíveis a complicações da doença

Dificuldade de identificação dos sintomas pode gerar complicações da doença ‌
O Brasil ultrapassou os 760 mil casos de dengue. É o que aponta levantamento mais recente do Ministério da Saúde. Esse avanço contínuo da doença põe em alerta não apenas a saúde de jovens e adultos, mas também a de bebês e crianças, que podem ter sintomas semelhantes, como febre alta, mal-estar, dor no corpo e fadiga. Nas crianças, a infecção – que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – é mais difícil de ser identificada porque pode ser confundida com outras doenças comuns na infância, como gripes, resfriados, ou as corriqueiras viroses. É o que explica o Dr. Celso di Lascio, médico da operadora de planos de saúde You Saúde. “Muitas vezes, os pequenos não conseguem verbalizar e expressar com clareza o que estão sentindo, o que prejudica um diagnóstico rápido e preciso. E o diagnóstico tardio aumenta o risco de complicações, devido, também, à imaturidade imunológica das crianças”, completa o médico. Além disso, bebês e crianças têm maior probabilidade de desenvolver dengue grave, que pode incluir sintomas como hemorragia, choque circulatório e falência dos órgãos. “Pais e responsáveis precisam estar atentos a quaisquer sinais de sintomas. Febre persistente, irritabilidade incomum, falta de apetite, vômitos, manchas na pele ou sangramento anormal são um alerta para procurar atendimento médico imediatamente”, orienta o Dr. Celso di Lascio. ‌ Prevenção Medidas preventivas para evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, também são importantes para proteger bebês e crianças. Isso inclui o uso de repelentes adequados para a idade, roupas que cubram a maior parte do corpo e telas em janelas e portas para impedir a entrada de mosquitos em casa. O mosquito transmissor se reproduz em locais com água parada. Então é importante sempre manter caixas d’água cobertas, vasos de plantas com areia, não deixar pneus em locais abertos e piscinas sem tratamento adequado, situações que devem ser monitoradas a todo momento.

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